GuArDo Te (italiano) = do verbo GuArDaRe, olhar, observar. GuArDo-TE (português) = do verbo GuArDaR, alojar.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Volto Já


Porque é fim-de-semana grande!
É Festival de Meio de Outono - no calendário chinês já é Outono.
Domingo à noite, os chineses vão para a rua porque dizem que é quando a lua se apresenta mais brilhante, comem bolo lunar - blargh uma coisa doce com gema salgada de ovo no centro - e passam tempo em família.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

R12 no Avante



O mundo está perdido! Os R12 agora até já são convidados para ir ao Avante!
LoOL brincadeirinha
Só tenho pena de não ter lá estado para ver o mdst a dançar com a sua camisolinha colada ao músculo do peito trabalhado com os pesos de Salvaterra ahahahahaah
Tufas já levaste!! =P

Um grande abraço para todos directamente de Macau!

Nas alturas

Eu vivo no 10º andar de um prédio que tem 21. Antes vivia no 6º de um edifício composto por 36. Trabalho no 14º andar.

Aqui, os construtores parecem competir para ver quem faz o prédio mais alto. Estou de tal maneira habituada a viver nas alturas que no outro dia senti-me um ET na Doca dos Pescadores.
Estava com a sensação de que o céu me ia cair em cima. É raro vê-lo assim tão perto de mim. Parecia que estava no Portugal dos Pequenitos.

A Doca dos Pescadores é uma zona comercial, de restauração, com hotel e casinos à beira do Rio das Pérolas. Os edifícios destacam-se por serem baixos, com um máximo de cinco andares, e serem reproduções de arquitectura europeia. Há casas tipicamente portuguesas, holandesas, etc e tal.

O cúmulo do mau gosto é a reprodução do Coliseu de Roma e uma coisa que parece um edifício egípcio. Macau é assim, cultiva-se a imitação e o falso. Felizmente, algum bom senso ainda vai resistindo.

sábado, 6 de setembro de 2008

IL Mio Lavoro


Esta é a redacção do Hoje Macau.
O meu local de trabalho.
Agora descubram lá onde está o Wally =P

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Nono


Confesso que sempre tive muito orgulho nele.

Numa terra que vive da agricultura e da construção civil, eu dizia aos meus amigos que o meu avô era chefe de estação da CP.
O meu primo então exagerava e contava que era o dono dos comboios todos loOl


Da infância
lembro-me de um homem austero, sem ser frio, mas que raramente sorria.
Com a adolescência, descobri o galhofeiro que oferece sempre um copo do seu vinho caseiro em copos guardados num móvel da adega.


Há duas coisas que se podem aprender com ele.
A primeira é o respeito pelos mais velhos.
Nunca permitiu que o tratasse por tu ou dissesse ãh?
Tinha que ser você e diga?
Dá tudo o que pode dar.
Desde que lhe peçam primeiro e com educação.


A segunda é a justiça e a igualdade.
Sempre que dá alguma coisa é a todos e em partes iguais.


A primeira vez que o vi chorar tinha eu 21 anos.
Estava prestes a partir para Itália.
Foi aí que conheci o meu avô por dentro.


Hoje, já não ri tantas vezes.
O corpo está cansado.
As dores roubam-lhe a alegria aos poucos.

Chora mais vezes.

Quero acreditar que são as saudades.
Que esteja doente delas, assim como eu.


Já adulta ainda tenho mais orgulho nele.
Sem o meu avô eu não era o que sou.
Já falta pouco...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Ormai ho capito

"Nos livros está tudo o que existe, muitas vezes em cores mais autênticas, e sem a dor verídica de tudo o que realmente existe. Entre a vida e os livros, meu filho, escolhe os livros."

in O Vendedor de Passados de José Eduardo Agualusa